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Localizado à 66 Km da costa de Caravelas, no extremo sul da Bahia, a visita ao Arquipélago de Abrolhos é um passeio indescritível! Suas águas mornas, variando entre 24 e 28 graus, e cristalinas, oferecem uma diversidade de espécies da fauna e flora brasileiras, algumas até raras e exclusivas.

 

O arquipélago traz aos olhos uma profusão de cores e luzes, tanto embaixo quanto em cima d'água. As embarcações ancoradas no local permitem ao visitante a maravilhosa sensação de dormir ao convés, com as estrelas a iluminar a noite, juntamente com o farol na ilha de Santa Bárbara.

 

O Parque Nacional Marinho de Abrolhos foi criado a fim de garantir a preservação dos recifes de corais, e também da fauna e a flora locais, pois possuem grande importância ecológica e uma beleza sem igual. É o primeiro parque brasileiro do gênero. Com uma área de aproximadamente 91 mil hectares descontínuos, apresenta conjuntos de recifes de corais, ilhas vulcânicas e canais de maré.

 

Um mergulho nas águas de Abrolhos remete o visitante a um imenso aquário. Uma enorme concentração de peixes (alguns vindo comer na mão dos mergulhadores), cavalos-marinhos, corais de rara beleza e os famosos chapeirões, que podem ultrapassar 20 metros de altura e 50 metros de diâmetro em seu formato de cogumelo, fazem parte de imenso aquário.

 

No período de julho a novembro, um espetáculo à parte pode ser visto em Abrolhos. É a "dança" das baleias Jubarte, que percorrem cerca de 5 mil Km em busca das águas mornas e cristalinas do extremo sul da Bahia. Apesar de todo este tamanho, elas aproximam-se das embarcações com extrema docilidade, fazendo acrobacias e emitindo sons. É uma emoção sem igual, "balear", ou melhor, observar as baleias em sua dança.

 

No Centro de Visitantes do Instituto Baleia Jubarte, que fica em Caravelas, os turistas podem aprender um pouco mais sobre estes animais assistindo a vídeos que contam peculiaridades a respeito das Jubartes, animais quase extintos da costa atlântica brasileira e que, a partir de 1987 passaram a ser preservados por um Decreto lei que proíbe a caça, captura ou qualquer forma de molestamento ao animal em águas brasileiras.

 

Durante todo o tempo que ficam em Abrolhos, as baleias não se alimentam. Aqui, elas estão protegidas dos seus principais predadores, a baleia orca e o tubarão, que não aprovam os recifes de corais, servindo também como proteção aos peixes.

 

O espetáculo da natureza também pode ser apreciado nas ilhas. São tartarugas que vêm desovar, pássaros fazendo ninhos, atobás recém-nascidos que mais parecem bichinhos de pelúcia, fragatas, tesourões, maçaricos e muitos outros, que vêm à procura de um bom lugar para seus ninhos.

 

No total são cinco ilhas constituindo o arquipélago: Santa Bárbara, Redonda, Sueste, Siriba e Guarita. A Ilha Siriba é a única do arquipélago onde é permitido desembarcar, sendo o limite de permanência somente 25 minutos. Um guarda-parque do Ibama e um estagiário do Parque seguem junto aos visitantes informando sobre a fauna do lugar e a necessidade de preservação.

 

Os turistas podem ainda curtir um mergulho noturno, visitar naufrágios e cavernas. O Parcel dos Abrolhos é considerado pelos instrutores de mergulho da região um dos lugares mais bonitos do mundo, além de possuir excelentes condições de mergulho: águas cristalinas, quentes e com diferentes profundidades. Aliás, o melhor local para o mergulho é onde está o naufragado o navio Rosalina, de 1939, e que permite mergulhos que vão desde 1 até 22 metros de profundidade.

 

A natureza exuberante, junto com as baleias-jubarte, são um convite a uma viagem memorável a um lugar onde até Charles Darwin já esteve (em 1832)!